Adsorção de ácido naftênico pelo carvão ativado de casca de Orbignya phalerata

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22571/2526-4338279

Palavras-chave:

coco de babaçu, ácidos naftênicos, cinética de adsorção, equilíbrio de adsorção

Resumo

A indústria petroquímica envolve uma cadeia de processos com alto potencial poluidor. A presença de ácidos naftênicos em águas residuais oleosas causam danos ambientais, prejudicando diversos organismos. Esta pesquisa avaliou a capacidade adsortiva do carvão ativado de casca de Orbignya phalerata (coco babaçu), para a remoção de um ácido naftênico modelo, o ácido 1,4-ciclohexanodicarboxílico. Para tanto, foram determinadas as cinéticas e as isotermas de adsorção, em sistema batelada. A cinética de adsorção do ácido no adsorvente foi relativamente rápida, alcançando o equilíbrio com 60 minutos de contato. Os dados cinéticos foram melhor ajustados ao modelo de pseudo-segunda ordem, revelando o caráter quimiossortivo do processo de adsorção do contaminante. Os dados de equilíbrio apresentaram bom ajuste aos modelos de Langmuir e Freundlich. A partir da análise da constante de equilíbrio, o carvão ativado apresenta maior afinidade pelo adsorvato e a quantidade máxima retida de ácido foi de 417,0 mg g-1. Assim, os dados de equilíbrio obtidos para o sistema sugerem a sua indicação para o uso do adsorvente como promissor na remoção do contaminante ácido presente em águas residuais dos processos petroquímicos.  

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Publicado

2020-09-28

Edição

Seção

Química Ambiental