Dípteros sarcosaprófagos associados a substratos diferencialmente decompostos em ambientes de Mata Atlântica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22571/2526-4338599

Palavras-chave:

Calliphoridae, dípteros, floresta tropical, Sarcophagidae, Tempo de decomposição

Resumo

As moscas sarcosaprófagas podem apresentar variações temporais quanto à sua localização e colonização em recursos efêmeros, além de sua riqueza e abundância variarem de acordo com a idade do substrato. O presente estudo examinou a influência do tempo de decomposição na composição da dipterofauna sarcosaprofauna, proporção sexual dos espécimes coletados e no estágio de maturidade sexual das moscas fêmeas (Calliphoridae e Sarcophagidae). Para isso, utilizou-se fígado de galinha com diferentes tempos de decomposição (0h, 24h, 48h e 76h) para a coleta de moscas adultas. As variáveis analisadas foram: as abundâncias absoluta e relativa, o número de espécies, a proporção sexual e maturidade sexual de moscas fêmeas em cada tempo de composição testado. As assembleias foram mais diversas e abundantes nas iscas mais decompostas, sendo Calliphoridae o táxon mais abundante em todos os tratamentos. O estado reprodutivo variou de acordo com a idade do substrato, com altas taxas de fêmeas maduras ou grávidas nos substratos mais velhos. Em relação a proporção sexual, o número de califorídeos machos foi maior nas iscas mais velhas, mas não variou para sarcofagídeos. Assim, a idade do substrato é um fator que influencia na composição da assembleia de moscas sarcosaprófagas, e indica o potencial dos dípteros como colonizadores primários ou secundários ao longo da colonização de recursos efêmeros.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jessica Teixeira Jales, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lagoa Nova, Natal, Brasil

Laboratório de Insetos e Vetores-LIVe, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal

Jucélia Rossana Medeiros, Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lagoa Nova, Natal, Brasil

Laboratório de Insetos e Vetores-LIVe, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal

Renata Antonaci Gama, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Lagoa Nova, Natal, Brasil

Laboratório de Insetos e Vetores-LIVe, Departamento de Microbiologia e Parasitologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal

Referências

Anderson, G., & VanLaerhoven, S. L. (1996). Initial studies on insect succession on carrion in southwestern British Columbia. Journal of Forensic Science, 41(4), 617–625. doi: 10.1520/JFS13964J
Andrade, H. T. A., Varela-Freire, A. A., Batista, M. J. A., & Medeiros, J. F. (2005). Calliphoridae (Diptera) from human cadavers in Rio Grande do Norte State, northeastern Brazil. Neotropical Entomology, 34(5), 855–856. doi: 10.1590/S1519-566X2005000500021
Barbosa, T. M., Jales, J. T., Vasconcelos, S. D., & Gama, R. A. (2020). Differential ability of necrophagous Diptera to colonize concealed resources: Empirical evidence from a field experiment in Brazil. Journal of Forensic Science, 65(5), 1594-1600. doi: 10.1111/1556-4029.14328
Barton, P. S.; Cunningham, S. A.; Lindenmayer, D. B., & Manning, A. D. 2013. The role of carrion in maintaining biodiversity and ecological processes in terrestrial ecosystems. Oecologia, 171, 761–772. doi: 10.1007/s00442-012-2460-3
Carvalho, C. J. B., & Mello-Patiu, C. A. (2008). Key to the adults of the most common forensic species of Diptera in South America. Revista Brasileira de Entomologia, 52(3), 390-406. doi: 10.1590/S0085-56262008000300012
Carvalho, L. M. L., Thyssen, P. J., Linhares, A. X., & Palhares, F. B. (2000). A checklist of arthropods associated with carrion and human corpses in southeastern Brazil. Memorias do Instituto Oswaldo Cruz, 95(1), 135-138. doi: 10.1590/S0074-02762000000100023
Catts, E. P., & Goff, M. L. (1992). Forensic entomology in criminal investigations. Annual Review of Entomology, 37, 253-272. doi: 10.1146/annurev.en.37.010192.001345
Chaiwong, T., Sukontason, K., Chaisri, U., Kuntalue, B., Vogtsberger, R. C., & Sukontason, K. L. (2012). Ovarian ultrastructure and development of the blow fly, Chrysomya megacephala (Diptera: Calliphoridae). International Journal of Parasitology Research, 4(1), 65-70. doi: 10.9735/0975-3702.4.1.65-70
Cherix, D., Wyss, C., & Pape, T. (2012). Occurrences of flesh flies (Diptera: Sarcophagidae) on human cadavers in Switzerland, and their importance as forensic indicators. Forensic Science Internacional, 220, 158-163. doi: 10.1016/j.forsciint.2012.02.016
D’Almeida, J.M. 1989. Substratos utilizados para a criação de dípteros caliptratos no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro (Rio-Zoo). Memorias do Instituto Oswaldo Cruz, 84: 257-264. doi: 10.1590/S0074-02761989000200016.
Disney, R. H. L., & Franquinho Aguiar, A. M. (2008) Scuttle flies (Diptera: Phoridae) of Madeira. Fragmenta Faunistica, 51, 23-62.
Espírito Santo, A. R. S., & Silva, C. M. S. (2006). Características climáticas da cidade de Natal. Parque da Cidade em Revista, 2, 1-27.
George, K. A., Archer, M. S., & Toop, T

Downloads

Publicado

2023-06-06

Edição

Seção

Zoologia